Nascida, criada e a viver em São João da Madeira, Ana Vieira, dá-se a conhecer ao mundo como What the Owl.
Tem apenas 22 anos, acabou o curso de Design e Comunicação Multimédia em 2010, na escola Superior Artística do Porto, mas a própria afirma que se sente mais à vontade no mundo da ilustração e animação 2d. Tão mais à vontade de depois de acabar a licenciatura rumou caminho a Lisboa e fez uma especialização em Animação 2D/3D na Restart.

Mas Ana Vieira, sempre soube que a sua arte fazia parte dela! Toda e qualquer criança gosta de pintar e desenhar e Ana não era excepção, no entanto nunca pensou nessa sua faceta como uma possível profissão, na realidade não sabia muito bem o que queria ser “todos os meus amigos queriam ser veterinários, ou professores, ou médicos, mas eu não. Eu queria ser muita coisa, porque gostava de várias coisas diferentes ao mesmo tempo, e não me conseguia decidir por apenas uma. Por culpa do Jurassic Park quis ser paleontóloga; como lia muito também queria ser escritora; uma vez puseram-me uma câmara nas mãos e também já quis ser fotógrafa, e cheguei até a querer trabalhar na NASA, não sei bem a fazer o quê, mas parecia-me um sítio fixe para quem gostava muito dos planetas e do universo. Só apenas mais tarde, na faculdade, e a meio do curso, é que percebi realmente o que queria fazer: ilustração. A partir disso encontrei também o gosto pela animação, que tem vindo a crescer nos últimos tempos.”

As suas principais influências baseiam-se na música e no carácter feminino, “mas podem vir praticamente de todo o lado, e muitas vezes sem avisar, seja de filmes, pessoas, situações, sentimentos, diálogos, do próprio dia-a-dia ou até mesmo dos meus gatos. Qualquer coisa me pode influenciar, desde que me diga alguma coisa, seja ela qual for.” No que toca a criativos que a inspirem, diz ter vários pois cada um deles é único, com o seu estilo e caracterização única, como é o caso de Ruben Ireland, Yetiland, Ola Liola ou Nu Ryu, só para citar alguns, sem contar com ilustradores portugueses, pois “temos muito talento por cá”.

Quanto ao seu próprio processo criativo, afirma que tudo começa com ‘o tema’, seja ele qual for e a ideia amadurece com a pesquisa e depois passa tudo para o papel e “rabisca” – palavras da própria – até conseguir o que quer. Só depois disso é que transporta a sua arte, o seu desenho para o computador, trabalhando-o, colorindo-o. “Primeiro as formas, depois as texturas, e por fim as sombras.” Assim nos apercebemos de como o seu trabalho é maduro e transpira cuidado e reflexão! Cada novo trabalho, esmera a sua arte: “sei que ainda tenho muito a aprender, e isso é importante porque acredito que é essencial que o nosso trabalho esteja sempre em evolução.”

Vejam mais sobre e da ilustradora aqui: http://www.behance.net/Lainiwa/frame  ou https://www.facebook.com/whattheowl ou ainda http://www.whattheowl.com/

Ana Peres

Depois de quase 20 anos na área de ciências e uma breve passagem por Bioquímica, apercebi-me que a minha verdadeira paixão era o design. Um ano mais tarde, estava inscrita em Design Industrial na Universidade Lusíada de Lisboa e desde então nunca mais parei.

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